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Soja abre nova fronteira para o agronegócio no Espírito Santo

Por Redação | 19/08/2026 09:37

Soja abre nova fronteira para o agronegócio no Espírito Santo

Quem percorre o Norte do Espírito Santo percebe rapidamente a força do agronegócio. O café conilon domina a paisagem, acompanhado por culturas tradicionais como mamão, pimenta-do-reino e feijão. Mas uma nova cultura vem ganhando espaço e abrindo oportunidades para produtores que buscam diversificação, rentabilidade e sustentabilidade econômica: a soja.

 

Embora ainda represente uma pequena parcela da agricultura capixaba, a soja possui enorme potencial de crescimento e começa a abrir uma nova fronteira agrícola no Estado.

 

Com avanço da irrigação, áreas mecanizáveis e demanda crescente por proteína vegetal, a cultura de soja ganha força principalmente no Norte capixaba, onde municípios como Pinheiros, Montanha, Mucurici, Ponto Belo, Pedro Canário e São Mateus despontam como regiões com maior potencial de expansão.

 

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o cultivo tem importância estratégica não apenas pela produção do grão, mas pelo impacto em toda a cadeia do agronegócio.

 

A soja é matéria-prima para o farelo usado na alimentação animal, essencial para setores como avicultura, suinocultura e pecuária, além da produção de óleo e biodiesel.

 

“O potencial capixaba está diretamente ligado à forte demanda interna. O Espírito Santo possui uma das maiores cadeias avícolas do país, com destaque para Santa Maria de Jetibá, maior produtor de ovos do Brasil, além de uma pecuária que também depende do fornecimento de proteína para ração. Hoje, grande parte do farelo de soja utilizado no Estado vem de outras regiões”, cita o secretário.