Desemprego no Espírito Santo é o terceiro menor do País
O Espírito Santo chegou ao segundo trimestre deste ano com o terceiro menor desemprego do País. A taxa de desocupação caiu de 3,2% para 2,3% em apenas três meses, enquanto o número de pessoas sem trabalho recuou para 49 mil.
Se para o trabalhador o cenário representa mais oportunidades, para as empresas o mercado aquecido traz um problema cada vez mais difícil de ignorar: encontrar quem ocupe as vagas abertas.
Segundo o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin, a dificuldade para encontrar trabalhadores, que inicialmente era vista como um reflexo temporário do período pós-pandemia, se tornou um problema estrutural para empresas capixabas.
“A escassez de trabalhadores já começa a afetar até mesmo os planos de expansão”, lamentou.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado (ABIH-ES), Fernando Otávio Campos, destacou que o fato de o Espírito Santo alcançar uma das menores taxas de desemprego do País é uma boa notícia, mas, para a hotelaria, acende um alerta importante.
“Hoje faltam profissionais em todas as áreas, da recepção à governança, cozinha e gestão. O problema já não é apenas qualificação, porque o setor consegue treinar. A dificuldade maior é encontrar pessoas interessadas em ingressar e permanecer na atividade”.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES), Douglas Vaz, afirmou que não é possível apontar uma piora recente na dificuldade de contratação, já que o número de empregos formais no setor vem aumentando.
Ele destacou, porém, que algumas funções enfrentam dificuldade de contratação há algum tempo, especialmente carpinteiros, armadores e mestres de obras.
“Podemos dizer que a demanda é maior que a oferta nessas funções. O principal problema é o envelhecimento da mão de obra que atende ao setor”, disse Douglas Vaz.
O diretor da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), André Grijó, também confirmou que a construção civil tem enfrentado dificuldade crescente tanto na retenção dos profissionais quanto, principalmente, no preenchimento de novas vagas.
